sábado, 9 de outubro de 2010

Os Indispensáveis, Rolling Stones

Eu sempre gostei mais dos Rolling Stones do que dos Beatles, não sei explicar o por quê. Talvez pela sonoridade mais blues, pelo estilo de vida, sei lá, a verdade é que eu preferiria ser amigo do Jagger que do Lennon.

Mas o que importa é que eu ando escutando muito RS, e quanto mais eu escuto, mais eu percebo como eles são excelentes.

É umas das poucas bandas que fazem sentido em todas as épocas, e são eles os responsáveis pelo estilo: cerveja, cigarro e mulheres bonitas.

Esse clima é tão natural a eles que é impossível, para um ex fumante, escutar RS sem sentir o gosto do cigarro na boca.

Claro eles também fizeram umas coisas ruins, aliás muitas, mas uma banda com meio século de vida tem esse direito.

O que me traz ao assunto deste post, resolvi colocar aqui alguns álbuns necessários para se entender os Stones, ou para melhor apreciá-los, todos de acordo com minha opinião. Os discos citados permitirão conhecer um pouco da mística que os envolve.

Enfim, a discografia deles se resume a 29 álbuns de estúdio, entre outros ao vivo, coletâneas, etc... então segue os que eu acho indispensáveis:

Antes de começaram a fazer listas de coisas que eu deixei de fora, quero explicar que meu intuito é apenas oferecer alguns álbuns que permitam traçar um caminho, e mostrar a obra dos RS em suas diversas e melhores fases. Obrigado.


1964 - 12x5 - Ainda no começo, a sonoridade do blues ainda é latente. É aqui que eles começam a formar sua identidade musical. Um álbum primoroso, coeso, seco e direto. Em alguns momentos se percebe uma sonoridade semelhante a de bandas ditas como inovadoras(Strokes).








1967 - Their Satanic Majesties Request - Os Stones também entraram nessa onda de psicodelismo e lançaram um álbum experimental. Duramente criticado, com o argumento de que era um disco copiado do Sgt. Pepers, dos Beatles, o que é uma grande besteira. Enquanto o psicodelismo do Beatles cheirava a felicidade e cores vivas, o Satanic remetia somente as drogas, esse é o verdadeiro álbum drogado daquela época. Uma obra prima.





1970 - Sticky Fingers - Apontado por todos como uma das principais obras do rock. Aqui eles manifestam o que de melhor possuíam, letras brilhantes, uma sonoridade agressiva, melodias perfeitas. Um disco sem comentários, onde a batida é só um detalhe. Jagger diria mais tarde que foi aqui que começou a compor riffs de guitarra, que todos pensariam ser de Richards.






1972 - Exile On Main Street – Gravado em um ambiente caótico, um porão na França, onde todos os Stones viviam juntos, com as esposas e as drogas. Não há muito o que se dizer, o Exile pulsa sozinho. A música e espontânea, forte, dura, crua e excelente. Se Richards realmente vendeu sua alma ao diabo, foi durante esse período, e se o diabo apadrinha o Rock, foi depois de escutar Exile.





1995 - Stripped - Um álbum ao vivo, no qual a voz de Jagger, junto com os acordes de Richards, prova que é possível fazer milagres.
Eles estavam em ótima forma, é um disco para ser apreciado, quase acústico, reflexos de tempos mais calmos. Uma obra sincera, na qual se mostra traços de suas influências do jazz e do blues.








Trailler do filme "Rolling Stones - Shine a Light, do Scorcese(aqui):

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