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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

domingo, 7 de novembro de 2010

Frankstein e Edgar Alan Poe - Quadrinho

O selo ARX, da editora Saraiva, traz ao Brasil adaptações de clássicos da literatura para quadrinhos. Os autores escolhidos foram Edgar Alan Poe e Mary Shelley.

São dois volumes, Frankenstein e Histórias de Poe, de uma série de graphic novels lançadas originalmente pela editora espanhola Parramón,  a ideia é trazer os clássicos da literatura para uma nova linguagem, movimento que vem ganhando força mundialmente.

Tudo isso é feito mantendo-se a integridade dos textos, com uma tradução digna e muito boa.

As artes de ambos são coerentes com o estilo literário e realmente bonitas.

Em Frankstein temos o famoso personagem da literatura mundial em toda sua complexidade. Como apoio a toda essa atmosfera, temos um belissíma arte em preto e branco, que capta o clima da história.

Em História de Poe, temos a transcrição de três histórias: O Escaravelho de Ouro, O Método do Dr. Alcatrão e do Professor Pena, e A Queda da Casa de Usher. Todas remetendo ao extraordinário, tema recorrente da literatura de Poe.

Nesse volume temos uma arte igualmente bela, que novamente complementa a história, fazendo dessa adaptação uma das melhores que existem, conseguindo manter o clima sombrio tão caractérístico de Poe.

Se quiser saber mais sobre a editora Parramón, clique aqui.

Sobre o selo ARX, aqui.


Vale a pena, tanto para quem curte Graphic Novels quanto para fãs e apreciadores da literatura.




Página de Frankstein

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Lourenço Mutarelli


Lourenço Mutarelli
Lourenço Mutarelli é escritor, ator, cineasta e quadrinhista brasileiro.

Entre outras coisas é formado pela faculdade de Belas Artes, e já trabalhou nos estúdios Maurício de Souza.

Começou sua carreira tentando publicar algumas de suas histórias nos anos 80, mas estas foram recusadas por serem estranhas demais e terem um tempo narrativo pouco usual para a época.

Ganhou destaque por meio de zines de sua própria autoria, que tinham tiragens de 500 exemplares. Hoje já recebeu vários Prêmios e teve participações no cinema e teatro.

Seus personagens retratatam um universo urbano, de caos, tristeza e solidão. Desenhados em nanquim, eles ganham uma dimensão próxima do real, e conseguem transmitir a visão angustiada e louca do mundo de seu criador, desprovido de qualquer princípio ético e moral.

As histórias remetem a um clima de suspense policial, tendo com influências de fotografia o expressionismo alemão.

Elas nos prendem devido a seu tempo rápido e seu carácter espetacular, que nos coloca diante de situações cruciais do cotidiano.

Possui uma obra extensa, em que se destaqua o romance O Cheiro do Ralo, adaptado para o cinema (dirigido por Heitor Dhalia e estrelado por Selton Mello), e suas histórias em quadrinhos reconhecidas mundialmente, entre elas O Dobro de Cinco.

Seus traços são ao mesmo tempo limpos e agressivos, contribuindo para formar os dilemas de seus personagens e para a contrução do seu universo real espetacular.

Principais obras:

Romances: Miguel e os Demônios, O Cheiro do Ralo.
Teatro: O Teatro das Sombras.
Quadrinhos: A Caixa de Areia ou Eu Era Dois em Meu Quintal, Transubstanciação, Sequelas, A Confluência da Forquilha, O Dobro de Cinco.

Para saber mais acesse o site oficial, aqui.

Alguns exemplos de sua arte :











domingo, 19 de setembro de 2010

Quadrinhos Eróticos - Parte 3


Capa

OMAHA -  A STRIPPER , é um quadrinho independente da década de 70, que acabou ganhando destaque na contracultura por representar um mundo de sexualidade e corrupção, bastante reais.

A grande sacada foi utilizar personagens animais, ora são gatos, ora cachorros, mas não se assustem, não tem nada de bizarro.

As características visuais das personagens são 99% humanas, o resto foi um recurso utilizado para fazer uma metáfora da sociedade, criticando as leis puritanas do E.U.A, que ganhavam força naquela época.

Omaha é diferente dos outros quadrinhos eróticos  por que apresenta uma história sexualmente erótica, narrada em tempo real, com a persongem principal sendo uma dançarina de stripper.

A Personagem faz parte de um mundo de sexualidade, vaidade, desejos e sexo explicito, aliado a isso se tem um roteiro sólido, no qual as histórias dão continuidades umas as outras, em uma estrutura de novela.

 O realismo da história é um fator a parte e extremamente importante, pela primeira vez em quadrinhos eróticos, as situações sexuais eram narradas com exatidão, com conceitos de tempo, o que dava a perceber que quem escrevia a história tinha realmente participado das experiências sexuais.

 A arte em preto e branco, o contexto histórico, e a proximidade da realidade fazem de Omaha um clássico dos quadrinhos eróticos. A revista era concebida por Reed Waller e  Kate Worley, uma parceira completa entre arte( Reed) e roteiro (kate). No Brasil saiu pela editora Conrad.

Aqui.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Quadrinhos Eróticos - Parte 2

Garotas de Tóquio é o nome do trabalho de Frédéric Boilet, que é um desenhista de mangá, naturalizado japonês.

Nessa obra ele utiliza sutileza para transformar o erotismo em poesia, as histórias quase não possuem falas, mas são verdadeiros poemas visuais.

Elas são feitas por meio de fotos tratadas, desenhos ou até mesmo aguarelas. São 7 histórias curtas, todas com caráter poético, altamente sensuais.

Boilet mostra traços de uma sensibilidade latente, que faz com que o erotismo presente se transborde do visual/textual para a ideia de arte em si.

A graphic novel é uma obra de arte, que com o recurso meta linguístico agrada até os gostos mais conservadores.

Garotas de Tóquio poderia ser facilmente vendida como um livro de ilustrações artísticas, não fosse pelo fato de que só faz sentido dentro dos seus textos monossilábicos. No Brasil saiu pela editora Conrad.

Para saber mais, perca seu tempo aqui.

Página de "Garotas de Tóquio"

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Quadrinhos Eróticos - Parte 1

















Milo Manara é o quadrinhista  responsável pela série Click, que é dividida em quatro edições.

 A história é sobre uma jovem, Claudia Christiani, que repudia homens e o sexo. Casada, ela não suporta os assédios do seu marido e dos amigos dele. O que Claudia não sabe é que existe um aparelho que pode mudar sua maneira de ser, trasnformando-a em ninfomaníaca.

Esse aparelho foi desenvolvido pelo Dr. Fez, amigo de seu marido que, de forma nada educada, o instala em Claudia. A arte de Milo Manara é extremamente sensual, sem ser vulgar. O roteiro das aventuras sexuais de Claudia, em alguns momentos, são um pouco fracos, tendo como ponto alto o volume 1 e 2.

No todo, Clic é uma ótima série de erotismo, que revitaliza e mostra todo o potencial de Milo, no seu
melhor trabalho.



 
                                                                                                                   
                                                                                                       
                                             

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Pequeno Livro do Rock

Pequeno livro do rock livro
Capa no estilo 45 rotações.
O "Pequeno Livro do Rock" é resultado das anotações feitas pelo cartunista francês Hervé Bourhis. Em 1988 ele começou a fazer anotações sobre
seus albúns de rock, artistas e tudo que se relacionasse a esse universo.

Essas anotações, juntamente com uma experiência pessoal, é que guiam esse excelente relato do rock.

Aliando suas opiniões sobre os artistas e músicas, Bourhis nos faz viajar do blues seminal ao tempo das bandas filhas da internet. Um livro que não pretende ser um relato histórico e muito menos algo impessoal, é sim um relato daquilo que tem importância para os fãs do rock, e de música em geral.

Seus desenhos ilustram épocas, estilos, ícones, capas de discos importantes e simultaneamente, a vida do autor descobrindo os ritmos, a atitude e, que ser um rockeiro é mais do que só escutar a música.

As ilustrações são todas em preto e branco, e verdade seja dita, são excelentes. O livro tem uma dinâmica diferente, é organizado por anos, nos quais o autor retrata tudo que de importante, para o rock, aconteceu. Desde curiosidades, mortes, shows a conversas que existiram.

Apesar de bonito visualmente, dinâmico e isntigante, não se trata de um livro para leigos.
As referências são apenas pedaços de letras, ou capas de álbuns e as vezes remetem a alguma situação específica, sem identificá - la.

O livro vale a pena pra colecionadores, fãs de quadrinhos, de rock e todos aqueles que gostam de uma boa arte.

Se gostou, perca seu tempo aqui.


Sex pistols, Rock, Ilustração, Livro do rock

Ilustração, Rock, pequeno livro do Rock, Amy Winehouse

Ilustração, Rock, pequeno livro do Rock, The Beatles