Peripetics é um projeto do estúdio de design alemão Zeitguised. O estúdio mistura animações 3D, tecnologia, cores vibrantes e traços surrealistas em todos os seus projetos.
Um dos seus trabalhos mais interessantes é o projeto Peripetics A ideia é criar a experiência sensorial que você tem ao vistar uma galeria de arte. No entanto, as instalações dessa galeria são desenvolvidas inteiramente para o mundo virtual, não sendo possível de serem reproduzidas fisicamente.
O projeto ganhou em 2009 o prêmio na categoria Best Experimental/Abstract Animation do Festival Ottawa International Animation, e o Best 3D Animated Film no Festival Hyde Tube, em Paris.
A interação entre imagens, cores e sons funciona perfeitamente, criando uma verdadeira viagem sensorial, que vale cada segundo.
As sensações que são provocadas são impressionantes.
O estúdio já realizou trabalhos para AOL, Adobe, MTV, Peugeot e Toyota, sempre adequando o material a sua estética própria.
Perca seu tempo e conheça os outros trabalhos do estúdio, aqui.
Macro Kingdom é um projeto que pretende mostrar o mundo pelos detalhes, elementos presentes na nossa vida vistos de uma maneira poética, intimista e bela. Tudo aqui é retratado pelo mínimo, mostrando uma perspectiva única.
O projeto é realizado por Clemento (Clemens With), um estudante austríaco de arte multimídia. Brincando com várias técnicas de fotografia, imagem e som Clemento registra o universo dando à ele uma nova forma, como se fôssemos redescobrindo aquilo que já conhecemos.
Uma verdadeira viagem pelo real, mostrando sua forma mais lúdica.
One Minute Puberty é um curta que retrata todas as mudanças sofridas durante a adolescência, e as sensações causadas por essas mudanças rápidas, que são tanto físicas quanto mentais.
Todos os estranhamentos, dúvidas, agonias, anseios e as novas descobertas estão nesse curta de pouco mais de um minuto.
Ótimo trabalho que consegue sintetizar vários aspectos de forma simples e direta, uma animação sobre a melhor fase da vida, porém a mais problemática. Pena que o curta só mostre o lado masculino dessa história, mas mesmo assim é interessante.
O curta foi escrito e produzido por Alexander Gellner, um escritor e animador alemão, nascido na cidade de Berlim, formado em comunicação e design pela Universidade de Ciências Aplicadas de Berlim, e mais conhecido pelos seus trabalhos com animação para vários estúdios de cinema e publicidade.
Richard Cheese é um cantor americano de 45 anos, líder da banda Lounge Against the Machine. A banda já tem nove álbuns lançados e todos com a mesma ideia, transformar sucessos, de variados estilos musicais, em um jazz lounge. Pode parecer apenas uma brincadeira, mas a verdade é que as versões de Chesse são de excelente qualidade e mais do que isso, são divertidas.
Em algumas músicas ele muda a letra e acrescenta algumas piadas, assim como nos shows ele realiza números de comédia entre as músicas. E para aumentar ainda mais o clima de humor da banda todos os músicos adotaram como sobrenome algum tipo de queijo, como o pianista Bobby Ricotta.
Tudo na banda é uma paródia do mundo da música, especialmente do rock, até os nomes dos álbuns são referência a trabalhos famosos: Lounge Against the Machine (2000); Tuxicity (2002); I'd Like a Virgin (2004); Aperitif for Destruction (2005); The Sunny Side of the Moon (2006); Silent Nightclub (2006); Dick at Nite (2007); Viva la Vodka (2009); Lavapalooza (2009); OKBartender (2009); Back in Black Tie (2009).
Perca seu tempo vendo como o som pesado de bandas como System of a Down pode se tornar uma boa música ambiente. No mínimo curioso, mas a qualidade é impecável. Richard Cheese foi indicado pelo Flicts (Daniel), aqui.
M. C. Escher foi um artista holandês que utilizou padrões matemáticos para criar desenhos que ele denominou como "figuras mentais". Seus desenhos ficaram conhecidos por desafiarem a lógica e serem verdadeiras ilusões de ótica. Mas o que interessa aqui é um vídeo da internet, no qual alguém consegue reproduzir na realidade uma das mais famosas figuras de Escher.
A cachoeira de Escher impressiona pela ilusão do fluxo da água, que não se sabe se está subindo ou descendo. Confira as figuras e o vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões, de qualquer forma o vídeo é uma ilusão perfeita.
Kisses Over Babylon é a segunda parte (de doze), da música deEdward Sharpe and The Magnetic Zeros.
O clipe-curta é sobre um condenado que tenta fugir de seus carcereiros no meio do deserto. Belíssima fotografia norteada pela música interessante de Edward. Sem mais comentários, segue abaixo esse ótimo trabalho.
Insônia é um curta português que recebeu o prêmio de Melhor Curta-metragem no Festival de Arouca 2008. É uma produção de Hernâni Duarte Maria e Pedro Noel da Luz. Uma noite de insônia angustiante e de forte impacto psicológico.
A Maior Flor do Mundo é um excelente curta baseado no livro homônimo do Prêmio Nobel de Literatura, José Saramago. A produção é deJuan Pablo Etcheverry e a narração é do próprio Saramago. O curta realizado em 2007 consegue captar todas as sutilezas e sensiblidade presente na obra literária.
Reflexões sobre infância, individualismo e existencialismo em forma de poesia visual.
The Hyde Tube é um site de vídeos, no entanto não é um You Tube. A ideia é proporcionar aos novos diretores um espaço de divulgação.
O grande diferencial é que qualquer um pode participar, mas isso não significa que o vídeo vá ser publicado, existe um processo de avaliação e seleção.
Esse processo garante a qualidade do material, fazendo do Hyde Tube uma janela para novos talentos.
Além de interessantes, os vídeos são bem produzidos, vão desde curtas a comerciais de televisão, passando por clipes e animações.
Os próprios autores são responsáveis pelas publicações dos materiais.
Com um conceito interessante e uma ideia simples, The Hyde Tube é diversão, mas pode ser considerado um catálogo de diretores novos, independentes ou não.
Basta alguns cliques imediatos para descobrir trabalhos brilhantes.
Que tal uma metáfora para preconceitos, misturando violência e palhaços?
E se isso tudo ainda fosse baseado em uma música de uma banda de rock?
E se essa banda tivesse nome e reconhecimento no cenário?
Trigger Happy Hands é o curta de Andreas Nilsson, feito com base na música do grupo Placebo, single do álbum "Battle For The Sun : Redux Edition!" e que leva o mesmo nome do curta. Nilsson é artista e diretor conhecido por seus clipes feitos para algumas bandas alternativas como: Fever Ray, MGMT, Goldfrapp, José González, White Lies, etc.
Ao realizar o curta ele criou uma metáfora no mínimo estranha, no entanto as cores e fotografia são muito bem trabalhadas, a história também é legal, meio clichê, mas o uso de palhaços como protagonistas foi uma boa e interessante sacada.
Não consegui achar o vídeo legendado, está em inglês, no entanto, se você não sabe inglês é possível entender a história facilmente.
Se você curte humor negro, aguarde até o final, se não, vale 10 minutos do dia mesmo assim.
Se alguém conseguir o video legendado, por favor deixe recado.
Jack White deve ser o cara que mais tem projetos e bandas (até esse post eram 3) do mundo, e por incrível que pareça, todas elas tem qualidade. No entanto o que importa aqui é o projeto Thunder On The Mountain.
Dessa vez ele resgatou uma das grandes personagens da história do rock, e dona de uma voz peculiar, Wanda Jackson.
Para os que não sabem, ela foi a primeira, senão única, mulher do rockabilly americano. Com esse resgate já fica clara a intenção de White, rock antigo, de qualidade e uma homenagem ao rockabilly.
White mostra que possui vertentes de mais para ficar preso em um só estilo e para isso desenvolve projetos atrás de projetos, se revelando um gênio da música e do rock´n roll.
Tudo remete aos anos 50 e 60: a voz, a música e os videos. Fica a dica.
A verdade é que esse post existe apenas para mostrar o vídeo abaixo. Uma ótima música e um ótimo clipe. Um cover de Dylan em versão rockabilly.
'030' é um clipe produzido por The Good and The Bad, uma banda dinamarquesa que já foi definida como"parecida com sexo – com a diferença de que dura mais", se você quiser saber algo mais a respeito vai ter que fazer o cadastro no site oficial do clipe.
Se gostar do que escutar e assistir, o download pode ser feito de forma gratuita, no mesmo site.
O vídeo possui uma excelente expressão visual e poderia ser nominado como Fetiche, a ideia é simplesmente mesclar o conceito sexy com o de rock´n roll. Aliás essa é a ideia da banda como um todo.
Um leve erotismo para começar o final de semana. A sensação pós sexo é inevitável.
Eva é um curta extremamente sensual, com uma leve pitada erótica, de Gaspar Noé que foi produzido em 2005.
Noé é um cineasta franco-argentino, que ficou famoso com o filme "Irreversível" (2002), que mostra durante nove minutos uma cena de estupro. Cena essa que foi considerada umas das mais violentas do cinema.
Com um caráter experimental e planos de filmagem quase hipnóticos Eva não se propõe a nada demais, no entanto mostra todo o talento do cineasta.
O destaque fica com o clima sexy, resultado de elementos básicos e simples, muito bem trabalhados pelo diretor, juntamente com a beleza da protagonista Eva Herzigova.
Martin Scorsese filmou um clássico na década errada, baseado no livro homônimo de Dennis Lehane (o autor de “Sobre Meninos e Lobos”), “Ilha do Medo” é, sem dúvida, o melhor filme do ano.
Uma homenagem bem feita, madura e linda aos filmes de baixo orçamento de suspense policial, dos mestres do passado.
As referências são claras, desde as cores à fotografia, os efeitos sonoros (não trilha sonora, mas sim efeitos sonoros) e o roteiro, tudo misturado com maestria, na dosagem certa.
Tendo como roteiro uma história que envolve paranóia e suspense policial, Ilha do Medo funciona em todos os apectos. Mérito não só de Scorsese, mas também de um elenco que está em sintonia perfeita. DiCaprio trabalha com paixão em todas as cenas.
A crítica americana não gostou, diz que o filme é algo "menor" do diretor, talvez pelas óbvias referências e homenagens, que podem fazer o filme parecer apenas uma cópia, sem nada de original. Isso não é verdade, Scorsese faz uma crítica ao cinema atual, com suas grandes verbas e filmes cada vez mais comercias.
Ele retoma ao passado e aos grandes diretores para criar algo de qualidade, cinema em si.
Como já disse, o terror psicológico de "Iha do Medo" funciona todo o tempo, ele cresce na medida em que o filme se desenrola, e o final é digno de um grande diretor. Qualquer outro teria errado a mão, em uma tentativa de fazer o espectador pensar sobre o filme.
A sua homengem foi mal interpretada, na verdade, Scorsese apenas mostra que ainda há no passado toda uma qualidade que não foi superada, e convida ou convoca a nova geração a realizar isso.
A obra incomoda os críticos comerciais, por que joga na cara que mesmo sem nada de novo, sendo uma releitura e utilizando recursos de cinema há muito esquecidos, é melhor que qualquer coisa produzida em 3D, com cenários mirabolantes, efeitos especiais e histórias não lineares de vanguarda.
O verdadeiro filme do ano é sim a "Ilha do Medo", no entanto o filme "A Origem" foi escolhido como melhor filme do ano por internautas no site de cinema IMDB, na minha opinião uma injustiça (veja o porquê, aqui).
O enredo: "Em 1954, o policial Teddy Daniels (DiCaprio) investiga a fuga de uma paciente de um hospital psiquiátrico instalado em uma ilha, onde supostamente está internado também o assassino de sua mulher. Quando um furacão deixa a ilha isolada, Teddy é obrigado a permanecer ali, começa a desconfiar que os médicos realizam experiências ilegais com os internos e entra em choque com os responsáveis pela instituição."
Assistam e tirem suas conclusões.
Direção: Martin Scorsese;
Roteiro: Laeta Kalogridis;
Elenco: Mark Ruffalo (Chuck Aule), Michelle Williams, Leonardo DiCaprio (Teddy Daniels), Emily Mortimer, Max von Sydow, Patricia Clarkson, Jackie Earle Haley, Ben Kingsley;
Ano: 2010.
O Mundo Encantado de Gigi está com a estreia prevista para o dia 24/12/10, mas o trailer já nos mostra algo belo, pelo menos na parte estética.
Essa obra franco/japonesa, do diretor Shigeyuki Hayashi (que assina artisticamente como Rintaro), tem uma ideia simples: uma garota imaginosa e um mundo fantástico.
O roteiro se resume à uma garota, que acha que pinguins podem voar, e se veste como um. Um mundo alternativo e duendes. O mundo está ameaçado e ela irá ajudar a salvá-lo.
Todos os clichês estão jogados, se vai funcionar é outra história. Como ainda não vi o filme não posso falar muita coisa.
Rintaro não é um diretor conhecido, mas fez um excelente trabalho em Metropolis (2001), logo espera-se um bom resultado com Gigi.
O que pode ser observado de forma concreta é a ótima utilização dos traços orientais e uma boa dose de criatividade, os recursos visuais seguem a mesma linha de animação japonesa.
No mínimo uma produção interessante, no entanto a temática é infantil demais, o que pode tornar o público do filme um pouco restrito.
Assim que assistí-lo registro as impressões por aqui.
O novo clipe da PJ Harvey é simples, no entanto seu efeito visual é muito bem realizado.
O clipe tenta brincar com nossa percepção de movimento, utilizando para isso cores fortes e uma seguência de imagens impactantes e belas.
A música é leve e excelente, o que acaba contribuindo para dar ao clipe um ar meio blasé.
Um ótimo exemplo de que nos tempos digitais, de miscigenação de mídias, uma boa ideia bem trabalhada ainda vale mais, pelo menos no que diz respeito a arte.
Dirigido por Richard Linklater, no ano de 2001, Acordar Para Vida não é um filme para todos os públicos, por mais que sua estética chame a atenção, sua temática é um pouco densa.
O enredo conta a história de um jovem que, ao não conseguir acordar de um sonho começa a ver e interagir com pessoas reais dentro do seu sonho. Criando assim um mundo imaginário.
No desenrolar da história cada personagem novo mostrará e explicará os sentidos da consciência e do onírico, assim o mundo imaginário responde as dúvidas do protagonista usando o intermédio de personagens reais. Entendeu?
Em outras palavras, o filme aborda questões filosóficas sobre o existencialismo, conseguindo colocar no enredo ideias de Sócrates, Sartre, Nietzsche entre outros, isso tudo é contado de forma não linear e em animação.
É um filme bonito que chama a atenção pela maneira como o tema é discutido e por sua arte. Filmado inteiramente com pessoas reais e posteriormente submetido a uma técnica em que se desenha sobre a película do filme.
O resultado é uma animação que incomoda e prende, os produtores conseguem utilizar todos os recursos para fazer uma viagem sensorial, assim o estilo de animação se altera conforma a situação ou assunto.
Não é para qualquer público, mas aqueles que gostam de cinema, filosofia e animação irão gostar, mas ainda será necessário assistí-lo duas, ou mais vezes para absorver tudo que oferece. É antes de mais nada um filme filosófico.
Entre outros pêmios recebeu três indicações ao Independent Spirit Awards, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro. Ganhou os prêmios Cinema do Futuro e Lanterna Mágica, no Festival de Veneza.
A trilha sonora ajuda muito o clima lúdico do filme e é interessante.
Direção/ Produção: Richard Linklater
Elenco: Julie Delpy, Ethan Hawke, Guy Forsyth, Timothy "Speed" Levitch, Louis Mackey
Ano: 2001
Dave Mckean é um artista gráfico de altíssima qualidade, inglês, nascido em 1963. Entre outras coisas é cineasta e músico.
O grande destaque de sua obra fica por conta das ilustrações, são dele alguns dos trabalhos mais célebres do universo dos quadrinhos.
Considerado o braço direito de Neil Gaiman (criador de Sandman) são dele as capas de Sandman, as ilustrações de Coraline e outros projetos.
Mckean também ilustra capas de cds e vinis de bandas de rock.
Em seu trabalho utiliza várias técnicas: desenho,pintura,fotografia, colagem digital e escultura.
Marcado por características lúdicas e expressionistas, sua arte retrata todo um universo imaginoso particular e mostra que ele é um dos melhores ilustradores, desenhistas e artistas gráficos da atualidade.
Mas o que importa aqui é o excelente curta de 1998, The Week Before, que não me darei ao trabalho de descrever ou criticar. Assista e deleite-se.