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terça-feira, 19 de junho de 2012

O Cinema pelas Ilustrações de Massimo Carnevale

O Grande Ditador
Para quem é fã de cinema as ilustrações de Massimo Carnevale são um verdadeiro deleite, e sonho de consumo. Seu trabalho consiste em criar ilustrações que retratam cenas de filmes famosos.

Com um estilo próprio e uma técnica que parece óleo sobre tela, seu trabalho vem sendo bastante divulgado na internet, tanto pela qualidade quando pela beleza.

Suas ilustrações são arte pura e fazem qualquer fã de cinema querer uma delas na parede de sua casa.


O grande charme está na escolha precisa de algumas cenas que se tornaram icônicas para os amantes do cinema, sem falar na opção correta de escolher filmes aclamados pelo universo cult.

Acreditem, foi difícil escolher as imagens para esse post.
Confere aí:


Bastardos Inglórios

Blade Runner

O Homem Elefante

Laranja Mecânica

De Volta Para O Futuro

Amnésia

Pulp Fiction

Taxi Driver

Onde Vivem os Monstros

Goonnies

Confira outras ilustrações de Carnevale em seu blog, aqui.

sábado, 2 de abril de 2011

Macro Kingdom

Macro Kingdom é um projeto que pretende mostrar o mundo pelos detalhes, elementos presentes na nossa vida vistos de uma maneira poética, intimista e bela. Tudo aqui é retratado pelo mínimo, mostrando uma perspectiva única.

O projeto é realizado por Clemento (Clemens With), um estudante austríaco de arte multimídia. Brincando com várias técnicas de fotografia, imagem e som Clemento registra o universo dando à ele uma nova forma, como se fôssemos redescobrindo aquilo que já conhecemos.

Uma verdadeira viagem pelo real, mostrando sua forma mais lúdica.

Galeria de imagens do autor, aqui.


macro kingdom from clemento on Vimeo.


macro kingdom II from clemento on Vimeo.


macro kingdom III from clemento on Vimeo.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Kisses Over Babylon

Kisses Over Babylon é a segunda parte (de doze), da música de Edward Sharpe and The Magnetic Zeros. 


O clipe-curta é sobre um condenado que tenta fugir de seus carcereiros no meio do deserto. Belíssima fotografia norteada pela música interessante de Edward. Sem mais comentários, segue abaixo esse ótimo trabalho.





Edward Sharpe and The Magnetic Zeros "KISSES OVER BABYLON" from Edward Sharpe on Vimeo.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A Maior Flor do Mundo

A Maior Flor do Mundo é um excelente curta baseado no livro homônimo do Prêmio Nobel de Literatura, José Saramago. A produção é de Juan Pablo Etcheverry e a narração é do próprio Saramago. O curta realizado em 2007 consegue captar todas as sutilezas e sensiblidade presente na obra literária.


Reflexões sobre infância, individualismo e existencialismo em forma de poesia visual. 


Perca seu tempo. Presente de sexta.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Eu Estou Aqui, Curta de Spike Jonze

O curta Eu Estou Aqui foi feito em parceria com a Vodka Absolut, mas não se enganem, é cinema e arte em sua mais bela definição.

São trinta minutos de sensibilidade, humanismo, trilha sonora e fotografias sensacionais.

Jonze é mais conhecido por seus trabalhos com video clipes  musicais, entre  as dezenas deles ele realizou trabalhos para  artistas como: Sonic Youth, Arcade Fire, Bjork, Weezer, Fat Boy Slim, etc.


Ele também possuí  no seu currículo filmes sobre skate e alguns longas metragens. É dele a direção de Quero Ser John Malkovich e Onde Vivem os Monstros.


O que importa aqui é esse belíssimo curta, que tem como enredo uma sociedade que convive pacificamente com robôs, mas esses mesmos robôs começam a demonstrar e desenvolver sentimentos.


Um filme de sensibilidade gritante, que narra uma história de amor usando robôs como personagens, mas que retrata fielmente sentimentos de paixão e cumplicidade humanas.


Perca seu tempo no site do filme, aqui.  


Assista e se emocione.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

The Hyde Tube, Um Site para Novos Diretores

The Hyde Tube é um site de vídeos, no entanto não é um You Tube. A ideia é proporcionar aos novos diretores um espaço de divulgação.

O grande diferencial é que qualquer um pode participar, mas isso não significa que o vídeo vá ser publicado, existe um processo de avaliação e seleção.

Esse processo garante a qualidade do material, fazendo do Hyde Tube uma janela para novos talentos.

Além de interessantes, os vídeos são bem produzidos, vão desde curtas a comerciais de televisão, passando por clipes e animações.

Os próprios autores são responsáveis pelas publicações dos materiais.

Com um conceito interessante e uma ideia simples, The Hyde Tube é diversão, mas pode ser considerado um catálogo de diretores novos, independentes ou não.

Basta alguns cliques imediatos para descobrir trabalhos brilhantes.

Perca seu tempo, aqui.

Exemplo do que você encontra por lá:


Hyde Tube mr Florian from Bruno Dejonghe on Vimeo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Mundo de Leland

O Mundo de Leland é um filme do diretor Matthew Ryan Hoge, realizado em 2003.


A premissa é simples: um adolescente carinhoso que comete um crime, aparentemente sem motivo e sem maldade. Leland tem 15 anos e vai para em um reformatório por ter assassinado um garoto com problemas mentais.


Lá ele fica amigo do professor, que tenta entender o motivo do crime. A história é clichê, e mesmo com as boas atuações, a fotografia bela e os bons dialógos, o filme não consegue sair disso.


O roteiro te prende, no entanto o filme falha ao tentar dar ao motivo do crime um ar de reflexão existencialista sobre a tristeza humana.


Hoge se perde, e mesmo com bons atores e uma grande ideia O Mundo de Leland não alcança o que almeja.


Não é um desperdício de tempo, mas todo o aspecto reflexivo proposto pelo filme passa despercebido e os dramas dos protagonistas são colocados de lado.


Na verdade trata-se de um filme mediano, quase bom, principalmente para os que gostam de uma obra sensível. No entanto o bom enredo não foi aproveitado em sua capacidade máxima, falta algo, e não foi intencional.


Destaque para os diálogos, segue um trecho:



"Eu acho que há duas formas de se ver o mundo: uma delas é quando a vida é boa. Talvez algumas coisas estejam erradas, mas você não vê. E a outra forma é quando você vê o que realmente é. Quando você vê que isso está sempre lá, mesmo quando parece bom."

Ano: 2003;
Direção: Matthew Ryan Hoge;
Elenco: Don Cheadle, Ryan Gosling, Chris Klein, Jena Malone.

Não achei o trailler legendado:




segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Trigger Happy Hands, um curta bizarro.

Que tal uma metáfora para preconceitos, misturando violência e palhaços?

E se isso tudo ainda fosse baseado em uma música de uma banda de rock?


 E se essa banda tivesse nome e reconhecimento no cenário?


Trigger Happy Hands é o curta de Andreas Nilsson, feito com base na música do grupo Placebo, single do álbum  "Battle For The Sun : Redux Edition!" e que leva o mesmo nome do curta. Nilsson  é artista e diretor conhecido por seus clipes feitos para algumas bandas alternativas como:  Fever RayMGMTGoldfrappJosé GonzálezWhite Lies, etc. 


Ao realizar o curta ele criou uma metáfora no mínimo estranha, no entanto as cores e fotografia são muito bem trabalhadas, a história também é legal, meio clichê, mas o uso de palhaços como protagonistas foi uma boa e interessante sacada.


Não consegui achar o vídeo legendado, está em inglês, no entanto, se você não sabe inglês é possível entender a história facilmente.


Se você curte humor negro, aguarde até o final, se não, vale 10 minutos do dia mesmo assim.


Se alguém conseguir o video legendado, por favor deixe recado.


Site oficial de Nilsson, aqui.



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Lista de Filmes Estrangeiros que Concorrem ao Oscar


A academia  divulgou a lista dos indicados a melhor filme estrangeiro, o Brasil ficou de fora mais uma vez.

Dessa vez não foi culpa do nosso cinema, que eu particularmente acho que evoluiu maravilhosamente, mas que ainda tem um longo caminho.

A culpa foi de politicagem pura, o filme escolhido pelo Brasil para concorrer a indicação foi "Lula - O filho do Brasil", de Fábio Barreto, um filme mediano, bobo e ...enfim, não que o Oscar represente grande coisa, mas uma premiação como esta atrai os olhares e investimentos para o mercado do cinema nacional.

Em 2010 o cinema nacional produziu no mínimo meia dúzia de filmes melhores, no entanto, acho que independente do filme escolhido o Brasil não conseguiria o Prêmio.


Como disse, o cinema nacional evoluiu, mas diante do cenário mundial nosso cinema engatinha, conseguência de declínios culturais provocados por contextos históricos que não cabem aqui.

Segue a Lista dos indicados:

Argélia, "Hors la loi", de Rachid Bouchareb;

Canadá, "Incendies", de Denis Villeneuve;

Dinamarca, "Em um mundo melhor", de Susanne Bier;

Grécia, "Dogtooth", de Yorgos Lanthimos;

Japão, "Confessions", de Tetsuya Nakashima;

México, "Biutiful", de Alejandro González Iñárritu;

África do Sul, "Life, above all" de Oliver Schmitz;

Espanha, "Tambien la lluvia", de Iciar Bollain;

Suécia, "Simple Simon", de Andreas Ohman.


Não assisti a maioria deles, mas ainda há tempo. Eu até agora aposto em "Em um mundo melhor", e "Biutiful"".


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A Casa dos Pequenos Cubos

Animação japonesa ganhadora do Oscar de melhor animação em 2009, A Casa dos Pequenos Cubos tem como tema a solidão e memórias.

O filme de Kunio Katō conta a história de um senhor idoso,  morando em uma casa que é invadida constantemente por água, o obrigando a "subi-lá". Deixando para trás a parte onde ele estava morando.

Até que um dia um acidente acontece, o forçando a mergulhar na casa submersa. A medida que a profundidade aumenta surgem memórias já esquecidas, fazendo assim um relato da vida da personagem.

Feito manualmente, o curta tem um excelente fotografia, realçada pela escolha das cores e uma trilha sonora que funciona em sintonia perfeita com o roteiro.

Sútil e belo, o filme consegue passar uma tristeza sincera e pura de uma forma simples, utilizando metáforas visuais muito bem trabalhadas.

Poucos filmes conseguem essa sutileza.

Uma metáfora da vida em 12 minutos. Vale muito a pena.


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Vida Sobre Rodas, Documentário do Skate no Brasil

Vida Sobre Rodas é um filme de Daniel Baccaro, o filme foi lançado em 2010 e tem como proposta mostrar o cenário do skate no Brasil nos últimos 20 anos.

Com roteiro de Guilherme Keller  e tendo como protagonistas  Bob Burnquist, Sandro Dias, Cristiano Matheus e Lincoln Ueda, o documentário segue a receita básica: depoimentos, imagens e entrevistas.

Abordando o surgimento dos skatistas, nos anos 80, como um movimento de contracultura, que era mal visto pelas autoridades, até o fim dos anos 90, quando o Brasil se torna uma potência do esporte e tem os quatro protagonistas do filme entre os melhores skatistas do mundo.

Fazendo uma narração em que se entrelaçam as histórias pessoais e a história do movimento, Vida Sobre Rodas não deixa nada a desejar, é um filme leve e dinâmico.

Extremamente bem feito, consegue captar toda a essência do skate e mostra porque o Brasil se deu tão bem com esse esporte, tendo hoje 3,8 milhões de praticantes.

Um excelente entretenimento para os fãs do esporte e para os que não são, sendo antes de mais nada o registro de uma geração.

País / Ano: Brasil / 2010
Duração: 101 minutos
Direção: Daniel Baccaro
Elenco: Bob Burnquist, Cristiano Mateus, Lincoln Ueda, Sandro Dias


Mais sobre o documentário, aqui.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Filmes Que Devem ser Preservados


Os Estados Unidos possuem uma associação chamada Registro Nacional de Filmes (National Film Registry), o objetivo dessa associação é garantir que as gerações futuras tenham acesso a clássicos do cinema.

São filmes que de alguma forma marcaram o cinema mundial, levando em conta os aspectos cultural, histórico e estético.

São selecionados 25 filmes por ano,  neste ano o público indicou uma lista de 2.112 filmes.

O responsável por eleger as obras é James Billington, bibliotecário do Congresso norte-americano.

Os eleitos de 2010 foram:

1 .Apertem os cintos, o piloto sumiu! (1980)

2. Todos os homens do presidente (1976)

3. The Bargain (1914)

4. Cry of Jazz (1959)

5. Labirinto Eletrônico: THX 1138 4EB (1967)

6. O Império Contra-Ataca (1980)

7. O Exorcista (1973)

8. A Primeira Página (1931)

9. Grey Gardens (1976)

10. I Am Joaquin (1969)

11. It’s a Gift (1934)

12. Let There Be Light (1946)

13. Lonesome (1928)

14. Make Way For Tomorrow (1937)

15. Malcolm X (1992)

16. McCabe and Mrs. Miller (1971)

17. Newark Athlete (1891)

18. Our Lady of the Sphere (1969)

19. A Pantera Cor-de-Rosa (1964)

20. Preservation of the Sign Language (1913)

21. Os Embalos de Sábado à Noite (1977)

22. Study of a River (1996)

23. Tarantella (1940)

24. A Tree Grows in Brooklyn (1945)

25. A Trip Down Market Street (1906)

domingo, 26 de dezembro de 2010

O Verdadeiro Filme do Ano : A Ilha do Medo

Martin Scorsese filmou um clássico na década errada, baseado no livro homônimo de Dennis Lehane (o autor de “Sobre Meninos e Lobos”), “Ilha do Medo” é, sem dúvida, o melhor filme do ano.

Uma homenagem bem feita, madura e linda aos filmes de baixo orçamento de suspense policial, dos mestres do passado.

As referências são claras, desde as cores à fotografia, os efeitos sonoros (não trilha sonora, mas sim efeitos sonoros) e o roteiro, tudo misturado com maestria, na dosagem certa.

Tendo como roteiro uma história que envolve paranóia e suspense policial, Ilha do Medo funciona em todos os apectos. Mérito não só de Scorsese, mas também de um elenco que está em sintonia perfeita. DiCaprio trabalha com paixão em todas as cenas.

A crítica americana não gostou, diz que o filme é algo "menor" do diretor, talvez pelas óbvias referências e homenagens, que podem fazer o filme parecer apenas uma cópia, sem nada de original. Isso não é verdade, Scorsese faz uma crítica ao cinema atual, com  suas grandes verbas e filmes cada vez mais comercias.

Ele retoma ao passado e aos grandes diretores para criar algo de qualidade, cinema em si.

Como já disse, o terror psicológico de "Iha do Medo" funciona todo o tempo, ele cresce na medida em que o filme se desenrola, e o final é digno de um grande diretor. Qualquer outro teria errado a mão, em uma tentativa de fazer o espectador pensar sobre o filme.

A sua homengem foi mal interpretada, na verdade, Scorsese apenas mostra que ainda há no passado toda uma qualidade que não foi superada, e convida ou convoca a nova geração a realizar isso.

A obra incomoda os críticos comerciais, por que joga na cara que mesmo sem nada de novo, sendo uma releitura e utilizando recursos de cinema há muito esquecidos, é melhor que qualquer coisa produzida em 3D, com cenários mirabolantes, efeitos especiais e histórias não lineares de vanguarda.

O verdadeiro filme do ano é sim a "Ilha do Medo", no entanto o filme "A Origem" foi escolhido como melhor filme do ano por internautas no site de cinema IMDB, na minha opinião uma injustiça (veja o porquê, aqui).

O enredo:  "Em 1954, o policial Teddy Daniels (DiCaprio) investiga a fuga de uma paciente de um hospital psiquiátrico instalado em uma ilha, onde supostamente está internado também o assassino de sua mulher. Quando um furacão deixa a ilha isolada, Teddy é obrigado a permanecer ali, começa a desconfiar que os médicos realizam experiências ilegais com os internos e entra em choque com os responsáveis pela instituição."

Assistam e tirem suas conclusões.

Direção: Martin Scorsese;

Roteiro: Laeta Kalogridis;
Elenco: Mark Ruffalo (Chuck Aule), Michelle Williams, Leonardo DiCaprio (Teddy Daniels), Emily Mortimer, Max von Sydow, Patricia Clarkson, Jackie Earle Haley, Ben Kingsley;
Ano: 2010.



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Mundo Encantado de Gigi

O Mundo Encantado de Gigi está com a estreia prevista para o dia 24/12/10, mas o trailer já nos mostra algo belo, pelo menos na parte estética.

Essa obra franco/japonesa, do diretor Shigeyuki Hayashi (que assina artisticamente como Rintaro), tem uma ideia simples: uma garota imaginosa e um mundo fantástico.


O roteiro se resume à uma garota, que acha que pinguins podem voar, e se veste como um. Um mundo alternativo e duendes. O mundo está ameaçado e ela irá ajudar a salvá-lo.

Todos os clichês estão jogados, se vai funcionar é outra história. Como ainda não vi o filme não posso falar muita coisa.

Rintaro não é um diretor conhecido, mas fez um excelente trabalho em Metropolis (2001), logo espera-se um bom resultado com Gigi.

O que pode ser observado de forma concreta é a ótima utilização dos traços orientais e uma boa dose de criatividade, os recursos visuais seguem a mesma linha de animação japonesa.

No mínimo uma produção interessante, no entanto a temática é infantil demais, o que pode tornar o público do filme um pouco restrito.

Assim que assistí-lo registro as impressões por aqui.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Acordar Para a Vida ( Waking Life) - Filme

Dirigido por  Richard Linklater, no ano de 2001, Acordar Para Vida não é um filme para todos os públicos, por mais que sua estética chame a atenção, sua temática é um pouco densa.

O enredo conta a história  de um jovem que, ao não conseguir acordar de um sonho começa a ver e interagir com pessoas reais dentro do seu sonho. Criando assim um mundo imaginário.

No desenrolar da história cada personagem novo mostrará e explicará os sentidos da consciência e do onírico, assim o mundo imaginário responde as dúvidas do protagonista usando o intermédio de personagens reais. Entendeu?

Em outras palavras, o filme aborda questões filosóficas sobre o existencialismo, conseguindo colocar no enredo ideias de Sócrates, Sartre, Nietzsche entre outros, isso tudo é contado de forma não linear e em animação.

É um filme bonito que chama a atenção pela maneira como o tema é discutido e por sua arte. Filmado inteiramente com pessoas reais e posteriormente submetido a uma técnica em que se desenha sobre a película do filme.

O resultado é uma animação que incomoda e prende, os produtores conseguem utilizar todos os recursos para fazer uma viagem sensorial, assim o estilo de animação se altera conforma a situação ou assunto.

Não é para qualquer público, mas aqueles que gostam de cinema, filosofia e animação irão gostar, mas ainda será necessário assistí-lo duas, ou mais vezes para absorver tudo que oferece. É antes de mais nada um filme filosófico.

Entre outros pêmios recebeu três indicações ao Independent Spirit Awards, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro. Ganhou os prêmios Cinema do Futuro e Lanterna Mágica, no Festival de Veneza.

A trilha sonora ajuda muito o clima lúdico do filme e é interessante.

Direção/ Produção: Richard Linklater
Elenco: Julie Delpy, Ethan Hawke, Guy Forsyth, Timothy "Speed" Levitch, Louis Mackey
Ano: 2001

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

À Beira da Loucura / Clube dos Suicidas - Filme

Já vi este filme com esses dois títulos, logo não sei qual é o oficial, mas irei chamá-lo de Clube dos Suicidas, pois acho esse título mais atraente.

O filme começa com Jonathan (Cillian Murphy) tentando se suicidar, até aí nada demais, se não fosse pelo motivo de que o clichê é quebrado nos primeiros minutos do filme.

Jonathan é bonito, novo, inteligente e tem dinheiro, por que então se suicidar?

Quando ele escapa da morte, é internado em um hospital psiquiátrico. Lá ele mantêm sua postura revoltada, mas descobre em Toby (Jonathan Jackson) um grande amigo. Acha em Rachel (Tricia Vessey) um amor pueril, sincero e conturbado.

O filme não pretende dar respostas, apenas mostra os desajustados, doentes e suícidas como pessoas normais, com motivos e problemas que precisam ser levados em consideração.

Em momento algum o filme deixa de retratá-los como pessoas que precisam de um tratamento, no entanto consegue com maestria retratá-los como pessoas verdadeiras, sem ser caricato.

Em sua tentativa de mostrar o outro lado desses pacientes, Clube dos Suicidas consegue mais do que isso, com um roteiro simples e diálogos bem trabalhados o filme te prende pela sinceridade e talvez por fazer você entender que aquelas pessoas poderiam ser seus amigos, conhecidos e até namorados e namoradas.

Tendo como desenrolar um romance em meio a terapias e amizade acima de qualquer coisa, é um filme que merece ser visto, não é uma obra de arte, mas retrata o assunto de maneira particular e possuí uma trilha sonora excelente, indo de Pixies a Smashing Pumpkins.

Título Original: On The Edge;
País de Origem: Irlanda;
Ano de Lançamento: 2001;
Direção: John Carney;
Elenco:Cillian Murphy, Jonathan Jackson, Tricia Vessey.


Não achei legendado, então vai o trailer em inglês:

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Freaks - Filme

Freaks significa aberrações, e nada caíria melhor para esse filme, seja pela história, seja pelas personagens, seja pelo diretor ou contexto.

Freaks é de 1932, dirigido por Tod Browning, na época Freaks foi responsável por ditar novas regras sobre filmes de horror e mudar o conceito de absurdo.

O filme foi banido em mais de 40 países durante mais de 30 anos, tem como enredo uma história de amor entre uma trapezista, um levantador de peso e um anão.

Um dos motivos que fez o filme ser banido é que os atores do filme são realmente pessoas deficientes físicas, o diretor querendo dar um ar de realidade a trama de horror, recrutou verdadeiras aberrações de circo, por isso temos no filme: anões, pessoas sem braços e pernas, gêmeas siamesas, doentes de microcefalia (cabeças minúsculas), uma hermafrodita, entre outros.

Freaks é uma crítica social, nele as aberrações são as pessoas confiáveis, que amam, são carinhosas e singelas, mas não se enganem, o filme é um festival de cenas chocantes. Deve ser assistido pois é atual, tem uma bela fotografia e cenas memoráveis.

Um filme sobre a relação entre os denominados normais e anormais.

Polêmico e a frente de seu tempo hoje é considerado uma obra prima do cinema de terror.

Ano: 1932;  
Diretor: Tod Browning; 

Roteiro: Clarence Aaron 'Tod' Robbins;
Elenco: Wallace Ford, Leila Hyams and Olga Baclanova.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Buda - Filme

Filme argentino de 2005, que tem como enredo a busca espiritual de um jovem.

Contextualizado na cidade de Buenos Aires o filme conta a história de Tomás, que juntamente com seu irmão mais velho vê seus pais serem levados presos durante a ditadura militar.

Desde pequeno Tomás foi ensinado a meditar. Já adulto, continua com essa prática a fim de descobrir o que ele é e também buscar o entendimento do mundo que o cerca.

Se sentindo deslocado e sendo o oposto de seu irmão mais velho (um professor universitário extremamente racional e cético), ele se aprofunda cada vez mais na meditação, renunciando ao mundo material.

Sua devoção para encontrar respostas culmina com o abandono de sua vida na cidade e o mundo que conhece para se refugiar em um templo budista, com o objetivo de conseguir os ensinamentos de um mestre Zazen.

O Buda é um filme bonito, sobre perdas, buscas, conflitos e caminhos a serem seguidos. A relação entre os imãos é muito bem trabalhada, sendo que o debate entre fé e razão é contemplado de maneira sutil.

O drama da perda dos pais fica em segundo plano, mas não tem sua importância diminuída.

Um drama argentino realizado de maneira simples, mas que consegue ser belo.

É também um ótimo filme para se conhecer alguns conceitos budistas e um pouco mais da religião.

O cinema argentino me surpreende cada vez mais, é incrível como eles conseguem criar cinema de maneira simples e com alta qualidade.

Destaque especial para a trilha sonora, que apesar de moderna casa completamente com o filme, criando o clima certo na hora certa.

Ano de Produção: 2005
Direção: Diego Rafeca
Roteiro:Diego Rafeca
Elenco: Fabián Bril, Julieta Cardinal,Vera Carneval, Iván de Pineda; Carolina Fal, Juan Fessle.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sonic Youth: Sleeping Nights Awake

Sonic Youth: Sleeping Nights Awake é o primeiro longa com o grupo, é o resultado de um projeto, no qual sete estudantes de segundo grau teriam que filmar a passagem do Sonic em sua cidade, Reno, no estado de Nevada, Estados Unidos.

A iniciativa partiu da organização Moonshine, destinada a ensinar adolescentes a fazer cinema, em uma tentativa de despertá-los para a cultura e incentivá-los a registrar momentos dentro de suas realidades.

O projeto é sem fins lucrativos.

O filme é bem cru, algo sem muita inovação e técnica. Seguindo o caminho básico de imagens, entrevistas, bastidores e imagens ao vivo.

Filma desde a chegada da banda a cidade, até entrevistas com membros da equipe técnica.

O que chama a atenção é que eles conseguiram registrar uma certa intimidade, descontração do grupo. Todos os integrantes estão a vontade, com uma naturalidade rara.


Outro ponto alto é a edição, muito bem realizada. O filme é inteiro em preto e branco, e devido a falta de experiência dos garotos, possui imagens desfocadas, o que seria ruim, se isso não fosse o casamento perfeito com a sonoridade do Sonic Youth.

Sendo o Sonic Youth uma das bandas de maior importância no cenário do rock independente e alternativo, já seria motivo suficiente para assistir, mas ainda tem o fato de se tratar de um registro interessante, não só da banda em si, mas dos bastidores do rock.


Para quem não conhece o Sonic é uma boa iniciação.
Para saber mais do projeto Moonshine, aqui.

Trailler:

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Botinada - Filme

Botinada, A Origem do Punk no Brasil é um documentário que saiu em 2006. O projeto foi idealizado por Gastão Moreira (jornalista e ex-apresentador da MTV Brasil e do programa “Musikaos” da TV Cultura).

Ao todo foram 4 anos de pesquisas, 77 pessoas entrevistadas e muitas horas em estúdio. O resultado é um trabalho excelente, com várias imagens inéditas e diferentes pontos de vistas. O que legitima o Botinada como algo sério, sem ser tendencioso.

Partindo de entrevistas com jornalistas, cineastas e integrantes das bandas punks que fizeram esse cenário, o documentário vai montando a origem do movimento. Define o termo Punk, e o mostra como forma de constestação e crítica a sociedade.

Ao mesmo tempo registra o outro lado. O surgimento das primeras gangues no Brasil, que levavam a bandeira e o rótulo de punks, e o punk como único meio de fuga dos jovens de camadas carentes da sociedade.

Passando por todos os aspectos: os ideais, os enfrentamentos com a polícia, o movimento de resistência a ditadura, as roupas e a música, o documentário consegue o que propõe: mostrar como esse movimento surgiu e a importância dele, não só para o rock nacional, mas para a política.

Registra o mérito de um movimento que foi/é tido como de marginais e drogados, e que tem seu reflexo resumido nas palavras de Fábio Massari : "O legal é que sempre vai ter, onde quer que seja, independentemente da época, sempre vai ter um sujeito na garagem, com a guitarra, rasgando ali aqueles três ou quatro riffs.”

Botinada termina mostrando onde se encontram todos esses personagens, que construíram a cena, e as reflexões críticas deles sobre tudo o que aconteceu.

Duração: 110 minutos
Direção: Gastão Moreira
Ano: 2006 – Brasil
Gênero: Documentário